O texto aborda desde os princípios da arqueologia básica aos museus e técnicas de escavação.
Os capítulos se sucedem geográficamente começando pelos sítios africanos, europeus, asiáticos, americanos e, por fim australianos e oceânicos. E é aí que a omissão se torna mais evidente, pois ao chegar ao capítulo 'Europa' notei a presença da gruta de Lascaux entre outros sítios importantes, porém, faltou o maior achado recente, o já citado neste blog 'caverna de Chauvet', na França. O segundo esquecimento dos colaboradores é percebido ao folhear as páginas do capítulo 'Las Américas', onde são apresentadas as culturas indígenas primitivas nos Estados Unidos, na Mesoamérica, Chile, Peru, México, os artigos abrangem os maias, incas, astecas e olmecas. Todos de grande interesse, mas não foram incluídas as evidências de outras culturas indígenas ainda mais antigas e que aparentemente estiveram presentes em toda a costa leste sulamericana, planaltos e no interior da floresta amazônica, área essa pertencente ao continental Brasil.
No estado de Santa Catarina se encontram pinturas rupestres, inacreditavelmente se esqueceram da Serra da Capivara no Piauí, que abriga a maior concentração de sítios arqueológicos conhecida e o maior acervo de pinturas rupestres do continente americano, Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO), também foram deixados de lado os inexplicáveis geóglifos na floresta amazônica, no Acre, enfim, muitos outros dos quais não tenho conhecimento e com certeza omitirei. Não digo que a publicação é desacreditável, muito pelo contrário, ela possui uma infinidade de conteúdo e abre portas para futuros aprofundamentos, além do mais, para leitores recentes de arqueologia é um gatilho para o deslumbramento com a complexidade da cultura mundial. O problema é a falta de, no mínimo, dois grandes e importantes elementos para o estudo da história, a caverna francesa e a serra brasileira, sem as quais a compreensão universal (se é que alcanção) fica comprometida.
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